January 30, 2006



Dormiu com a cor (dou pintor)


Num domingo, sei de cór, não houve jeito.
Todo esse mal estar, essa dor de barriga, estômago de azia, uma ressaca, uma noite pesada, alguém que ainda dormia.
...um café preto vem bem!
...um crivo.
...essa cinza? chão...
Comer algo (não tem). Largo a flor (rosa) e saio.
Ainda com sono, o que se tem pra fazer? ... um saco de lixo preto, um esgoto, eu estafante. Ele, Fante, (hiehie) nosso cérebro consegue ser ridículo em acidente, uma desgraça, um infortúnio.
Mas Fante, só ele diria agora... ele diria, não importa...
De saco cheio desse povo ausente, cortesia, saudação, procuro alguém indolente. Tô sem dinheiro.
... um quadro que parecia ser belo, ele parecia ser, parecia par. Acordou.



6 comments:

Anonymous said...

De onde tu vem? Tua poesia é linda!

Anonymous said...

pô, que lindo blog, poemas visuais e imagens musicais! completo e poético como uma pessoa...

carilevi said...

opa!! eu que pergunto?

Anonymous said...

devemos vir do mesmo lugar?

Anonymous said...

queremos vir do mesmo lugar.

Anonymous said...

o Fante jazzou minha cabeça, Coltrane pegado. e ainda me deixou melancólico feito Chet Baker em dia de ressaca... foda... foi o último livro-companheiro que li-me devorou...