April 21, 2006

ó dia. à noite.

Que o dia brade sua voz para todos
mas não lamurie o espaço tomado
entre goles de cerveja
e sorrisos relaxados,
por mais uma noite desordenada.

Perdedor para os sentimentos mais lascivos
esmigalha de luta e suor fatigado
tanto trabalho e empenho
cada um que reside nas cidades.

Que o dia reclame resignado
as maiores injurias
aos dilacerantes corpos que
por estarem só
perdem mais uma noite de encantos.

Perdedor para a obscuridade sugestiva
cede em grande ato de modéstia
seu invasivo espaço consagrado e benéfico
aos nocivos atos de promiscuidade.

Que somente ela
a partir
impere.
Que inúteis cargos
desfalecem
esquecidos.
Que malditos papéis
pairem
queimados.
E tudo passe a adotar
no escuro.

1 comment:

Anonymous said...

Novela no escuro

De noite abraçada
Faz-se nua e pontua
A cama
De ela
Cadela vadia
Penteia esguia
Os fios de um eu
Que crava no teto
Sem tampa
Sem pena
De trás pra sempre
E traz pra dentro
Lua de gozo
Em pleno cio.