esse lugar que é só meu, que ninguém lê, tem portas abertas.
agora ele é todo branco, mas já teve até chiclé colado na trombada da sola.
este espaço continua vivo.
e mais vivo é a vida que se vive fora dele.
que eu vivo fora.
que eu vivo fora e por
isso
ando fora daqui.
eu ando fora de eu.
que deu,
que agora já eu saí de dentro do meu
pouquinho de umbigo.
e que agora prepara num furacão de sorriso.
amarrar o meu mais próximo amigo.
que eu já estou cansada de eu, mas que está tão bem com eu, que comeu e
com o meu vai fazer de eu e ele, um pedaço
de outro. (e não de mim,
pois eu vou te amarrar com linhas soltas, que os olhos não vêem e o coração só sente, que tranquilamente, leve
um leve conforto)
coloco um pedaço de
mim
pra outro e
vice?
versa.
assim, versa.
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