September 06, 2012

versar

esse lugar que é só meu, que ninguém lê, tem portas abertas.

agora ele é todo branco, mas já teve até chiclé colado na trombada da sola.

este espaço continua vivo.
e mais vivo é a vida que se vive fora dele.

que eu vivo fora.
que eu vivo fora e por
isso
ando fora daqui.
eu ando fora                       de eu.

que deu,
que agora já eu saí de dentro do meu
pouquinho de umbigo.
e que agora prepara num furacão de sorriso.
amarrar o meu mais próximo amigo.

que eu já estou cansada de eu, mas que está tão bem com eu, que comeu e
com o meu vai fazer de eu e ele, um pedaço
de outro. (e não de mim,
pois eu vou te amarrar com linhas soltas, que os olhos não vêem e o coração só sente, que tranquilamente, leve
um leve conforto)

coloco um pedaço de
mim
pra outro e

vice?

versa.

assim, versa.

No comments: