January 25, 2006

.. barbuletando

Cheira o ar que cheira a flor,

chega na flor que choca

e encandece, se esmaga

e estraga,traga puxa e some.

Vai pra outra,

beija mais, some again

another one

barbuleta outra.

Me encanta, encarna

em sague, em sol, em pó.

monocor de flor,

de asa,

de uma coisa só.

1 comment:

Anonymous said...

tem poema que solavanca pra entrar
esse não
vem sem tostão de irmão mais velho
e se pula
pululua
é porque o paço dançado
parece trôpego
(não é fácil achar quem
ande dançando rebolado babado pé no chão, corpo pra cima, pulando)
poema flúido
a gente come enquanto
come a gente
lembra de tudo que não entra assim
lembra de mim
em tempos impossíveis
em tempos quadrados
em tempos em que tudo
precisava ser aparado
e minhas mãos tinham pontas
lembra de mim porque saracoteia
mas não perfura
atravessa
abraça
amanhece a gente
encanta